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O Poder Pessoal "Mo Tak"

"O Poder Pessoal (tak) é a aptidão de saber como deixar advir o efeito desejado, por meio do zelo, ao exercer a vocação pessoal."

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"Em outras palavras,
o Poder Pessoal valoriza a mobilização em detrimento ao convencimento, mobilizaremos as pessoas para que elas ajam por si mesmas em vez de fazermos por elas.'

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As Artes Marciais - Poder Pessoal? - Ving Tsun Kung Fu - Niteroi - Rio de Janeiro - São Paulo - Belo Horizonte - Campinas - Buenos Aires - Miami

Poder Pessoal (德)(Tak) é a capacidade de afirmar a própria vontade sobre o próprio comportamento, por meio da percepção sistêmica (Jee Kwok) de como as leis da natureza (Tien Si) funcionam no meio (Tei Lei) e nas pessoas (Yan Wo), mobilizando si mesmo e os outros a agir coerentemente de acordo com seus respectivos valores pessoais.

Mo Tak (武德) é o Poder Pessoal proveniente da Inteligência Marcial e por extensão do sentido, poderíamos utilizar a expressão: Kung Fu .

A Agressão e os Estágios de Maturidade do Poder Pessoal

A agressão é o mais primitivo e espontâneo modo de manifestação do Poder Pessoal, pois ela é o resultado de um conflito entre a afirmação da vontade sobre o próprio comportamento e os obstáculos e interdições que esta afirmação encontra;

 Para sublimar a agressão, é preciso transpô-la para o plano virtual, no qual ela poderá ser aceita e desculpabilizada em múltiplas situações. O papel do combate torna-se assim fundamental para o sucesso deste trabalho. Neste momento inicia-se o Estágio de Auto-identificação;

A situação de combate proposta é colocada de forma criteriosa, a fim de que a utilização da força bruta (Ba Lek), expressão característica da agressão, seja inibida pelo sucesso de técnicas altamente sofisticadas e efetivas de combate;

O sucesso de técnicas baseadas em sofisticados conceitos cinestésicos, desenvolvidas ao longo de 1475 anos, motiva a transferência do objetivo inicial (dominar o outro) para um novo objetivo (dominar a técnica);

A maturidade do Poder Pessoal desenvolve-se em quatro estágios:

Auto-identificação, que é iniciado com a sublimação da agressão, transpondo-na para o plano virtual, onde poderá ser aceita e desculpabilizada.

Ao ser criteriosamente exposto às sofisticadas técnicas corporais de combate virtual que compõem os conteúdos tradicionais do Sistema Ving Tsun Kung Fu, o praticante é mobilizado a refletir sobre o uso da força bruta 力 (Lek), expressão característica da agressão, para alcançar seus intentos. Inicia-se, assim, o interesse em transferir o objetivo inicial (dominar o outro) para um novo objetivo (dominar a técnica).

Como o domínio destes refinados conceitos cinestésicos de combate requer constante percepção de si em função do outro, identificar a natureza de outrem significa perceber si próprio.

Assim, configura-se a auto-identificação. Este estágio é representado corporalmente pelos três movimentos com a mão espalmada (Saam Pai Fut) da primeira parte do primeiro Kuen Chung da Trilogia Fundamental (Siu Nim Tao)

Co-dependência, que começa quando o prazer pelo enfrentamento conduz ao refinamento do zelo e o conseqüente respeito pelos valores pessoais alheios, elevando a percepção do significado das experiências vivenciadas.

Após um início onde a percepção era trabalhada em situações de equilíbrio, a dinâmica das experiências passa a ser mais intensa, exigindo uma maior sofisticação da percepção em naturezas de transmutação, refinamento e projeção. O amadurecimento do Poder Pessoal não é adquirido globalmente e sem choques.

Ele é construído pouco a pouco através das fases de evolução que podem, a cada instante, colocá-lo em questão. Este estágio é representado corporalmente pelos três movimentos com as mãos espalmadas uma frente à outra (Saam Pai Fut) da última parte do último Kuen Chung da Trilogia Fundamental.

Independência, que é resultado de um momento crítico, mas importantíssimo, da evolução do Poder Pessoal. Neste ensejo, a transgressão dá o início ao processo de transcendência. No entanto, a fixação no primeiro pode gerar a deslegitimação do Poder Pessoal, pois a desculpabilização da transgressão é sustentada artificialmente por uma nova liderança, contrapondo à ordem vigente, que geralmente conduz ao radicalismo.

Mas se trata apenas de uma etapa a ser superada. Este estágio é representado corporalmente pelo corte das facas duplas em todas as direções (Bot Jom Doa) ação que dá o nome à última forma da Trilogia Superior.

Interdependência é a escolha daqueles que alcançaram o Estágio da Independência. É o prazer de ser aceito, ao mesmo tempo, manifestando sua vontade, além de permitir que à vontade do outro seja imposta. É o símbolo da comunhão das vontades.

É, portanto, a possibilidade de trocas autênticas com os outros, de compreensão, de aceitação e de respeito. Assim, o amadurecimento do Poder Pessoal repousa na mobilização e não no convencimento, onde, vontades distintas podem coexistir e complementar-se. Quando um Moon Phai é composto por membros com Poder Pessoal amadurecido, ele pode manifestar plenamente o Mo Tak.

Neste momento, consuma-se um processo e a presente geração está pronta para preservar o seu legado com excelência. Este estágio é representado corporalmente pela empunhadura invertida (Fahn Sao Doa) presente na última parte da última forma da Trilogia Superior.

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